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#quem somos

sobre nós

O Grupo C&L/Enact-UFSM se formou e se consolidou a partir de pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Santa Maria. Inicialmente, partiu da pesquisa sobre Enativismo Linguístico da Profa. Nara Figueiredo, em seguida, do Projeto Enact, que se desenvolveu  convergindo interesses de diversos pesquisadores e ganhou forma a partir de questionamentos sobre a linguagem, sobre questões acerca da lógica, ética e fenomenologia. Foi o trabalho de anos de diversas pessoas individualmente, que encontrou as circunstâncias ideais para se tornar um projeto robusto integrando a todos. 

 

Atualmente, o Grupo conta com graduandos, mestrandos, doutorandos, professores e colaboradores que trabalham com questões vinculadas ao Enativismo compreendido de forma ampliada, como enativismo ecológico, incluindo a psicologia ecológica e as diversas vertentes que se desenvolveram  o decorrer dos anos a partir do trabalho de Humberto Maturana e Francisco Varela.

pesquisa

Grupos de Pesquisa

Os grupos abaixo descritos estão vinculados ao Grupo Enact em virtude da participação de seus coordenadores ou membros nas atividades ou pesquisas colaborativas, seus interesses em questões relacionadas e suas afinidades com propostas enativistas. Se você tem interesse em se aprofundar nesses debates, procure o grupo que mais se encaixa nos seus interesses de pesquisa e seus respectivos coordenadores ou membros. Clique no título para mais informações sobre cada grupo. 

Nara Figueiredo - Grupo de Pesquisa Cognição & Linguagem - UFSM - Enact

O Grupo Cognição & Linguagem (C&L) se formou em 2018 e se caracteriza por uma abordagem inclusiva e interdisciplinar, a partir da filosofia, prezando pela horizontalidade nos debates. 

Seus principais objetivos são os avanços na pesquisa e promoção da cooperação e integração acadêmica nacional e internacional no âmbito das investigações sobre questões filosóficas e científicas relacionadas à Cognição e à Linguagem. 

As atividades de pesquisa do C&L são interinstitucionais e reúnem pesquisadores da UFSM, da UFABC e da UENF.

Na UFSM, o Grupo é liderado pela Profa. Dra. Nara Figueiredo, no Depto. de Filosofia, e as pesquisas concentram-se na intersecção entre mente e linguagem, de uma perspectiva enativista. 

E-approaches to Communication and Cognition Lab

“Sense-making is the enactive term for cognition. I explore how flesh-and-blood humans, in collaboration with environments and with each other, make sense of things like utterances, gestures, interactions, objects, events, stories, and time.
The key idea I’ve codeveloped here is that, because of the ways our everyday making sense is intertwined with language, language is actually incorporated into all dimensions of human embodiment. We are continually in process, or becoming; we are linguistic bodies. An open question, and one that occupies a lot of my thinking these days, is whether non-human agents whose sense-making involves human language are closer to us ontologically than philosophers have often thought.
I’m also interested in the normativity of sense-making, specifically the question of what it means to make better sense and how communities might do that. “

Atualmente, há uma grande pluralidade de sistemas lógicos que prescindem dos princípios básicos da lógica clássica e buscam modelos que capturem a natureza complexa, dinâmica e emaranhada das nossas relações com o mundo e de nossas práticas inferenciais diversas. Uma proposta tradicional na filosofia da lógica repousa na hipótese de que sistemas lógicos são melhores/mais eficientes quanto mais espelhem a lógica do mundo/natureza. Essa hipótese funciona apenas em um enquadramento realista do mundo, que negligencia a participação ativa de agentes cognitivos em sua composição e construção, e posiciona a lógica como uma capacidade cognitiva representacional.

Defendemos que o foco dos sistemas não-clássicos emergentes é o de expressar as relações inferenciais relevantes em diversos ambientes distintos, especialmente destacando a normatividade e o funcionamento de nossas práticas inferenciais. Assim, concepções que reconhecem a participação do agente na construção da realidade (pós-cognitivistas), bem como o caráter normativo e expressivo do vocabulário lógico, trabalham com a hipótese de que a lógica pode ser naturalizada. Uma naturalização da lógica em termos de práticas normativas, que reconhece o aspecto ativo das capacidades cognitivas, deve ser compatível com regimes causais dinâmicos, circulares, culturais e políticos que possam ser aplicados a diferentes concepções de agência, normatividade e racionalidade.

Nossa hipótese é a de que o que normalmente compreendemos como necessidades lógicas devem ser consideradas como coerções/condições normativas que nos unem, em formas de vida, que compartilham dimensões básicas de sentido e participam da construção da própria realidade. Essa hipótese se justifica pelo caráter ativo assumido por concepções pós-cognitivistas especialmente na dimensão corporal e social da cognição para a compreensão da emergência de lógicas não-clássicas e da necessidade da expansão do que a tradição entendeu como racionalidade. Além disso, uma análise atenta às condições sociais que tecem nossos quadros normativos mostra como nossos critérios de justificação racional não estão imunes a reproduzir injustiças também.

Grupo de Estudos e Pesquisa em Enativismo e Psicologia Ecológica

Coordenado pelo Prof. Eros Carvalho

Dentre as temáticas que animam as discussões do grupo GEPEPE estão: informação ecológica, affordances, saber-fazer, autopoiese, sistemas autônomos, produção de sentido, afetividade, a natureza da cognição, a relação entre ação e percepção, entre outras.

As atividades do grupo começaram em 2018. O grupo busca promover o debate e a colaboração entre pesquisadores interessados nas temáticas mencionadas. Um dos seus principais objetivos é a articulação conceitual do programa de pesquisa enativista e/ou da psicologia ecológica. É uma questão em aberto se essas abordagens podem ser integradas.

O grupo é formado por pesquisadores da Filosofia, sendo eles professores, alunos de Mestrado, Doutorado ou Iniciação Científica vinculados principalmente à UFRGS, além de outras pessoas com interesse em pesquisar na área.

Grupo formado em 2023 na UFBA sob coordenação de Giovanni Rolla voltado para estudos interdisciplinares envolvendo as abordagens radicalmente corporificadas da cognição.

Identidade Visual

A criação de uma identidade visual para o projeto com uma arte específica do logotipo feita por uma profissional foi um passo importante na consolidação do projeto. Ela foi pensada cuidadosamente para refletir os princípios enativistas. No logotipo, o efeito estampa da árvore se relaciona com as explicações evolucionistas do desenvolvimento do simbolismo a partir do ‘imprinting’ de tokens em argila. A estampa seria então um desenvolvimento tecnológico dessa prática.  A fonte do ‘Enact’ estilo máquina de escrever também reproduz essa ideia da ação humana e da técnica como parte da criação da realidade. 

As imagens que compõem a identidade visual como um todo também foram pensadas cuidadosamente. O enativismo é uma teoria que explica a mente a partir da definição de vida e das nossas atividades. Isso inclui a cultura humana. Então, imagens de células (ou da biologia molecular), de plantas, corais, imagens de pessoas interagindo, se emocionando, de animais, de cidades, ou mesmo de planetas, tudo isso é representativo da concepção geral.

Realização e colaboração

As ações deste Grupo de pesquisa são promovidos pela UFSM e tem contado com apoios da UFSM, CNPq, Fapergs e CAPES por meio de recursos, bolsas e editais de fomento à pesquisa e realização de eventos.