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Seminários

Discussão - Imaginação Manipulativa: Como Mover Coisas na Matemática

Neste seminário, o Professor Frank Sautter comentará o artigo Manipulative imagination: how to move things around in mathematics de Valeria Giardino que propõe uma leitura semiótica da abordagem corporificada da matemática. Na primeira parte do texto, a autora discute o papel do sensorimotor em matemática, considerando pesquisas em psicologia experimental sobre a segmentação de fórmulas e a prática da topologia como envolvendo imaginação manipulativa. A perspectiva defendida entende as representações matemáticas como ferramentas cognitivas cujo funcionamento depende de habilidades pré-existentes e de treinamento específico. Na segunda parte, o artigo aborda a noção de ferramentas cognitivas como adereços em jogos de “make-believe”, explorando a ideia de affordance e sua possível extensão de objetos concretos para representações.

A Aparência da Virtude: Uma Teoria Enativista da Aprovação

O objetivo deste trabalho é aplicar uma forma geral de sentimentalismo, o sentimentalismo avaliativo enativista, a avaliações de agentes e seus traços de caráter. O sentimentalismo avaliativo enativista é composto de três teses: (i) significado é produzido por sistemas autônomos; (ii) este significado pode ser experimentado por um organismo na forma da percepção de certas affordances e (iii) que juízos avaliativos atribuem conceitualmente esse mesmo significado aos seus objetos. Eu defendo três pontos correspondentes em relação a juízos de virtude e vício. Primeiro, que relações interpessoais podem ser entendidas como sistemas autônomos de padrões de interação e que o significado da distinção avaliativa entre qualidades e defeitos de caráter é uma questão de como diferentes traços de caráter impactam, positiva ou negativamente, as condições de viabilidade de relações. Segundo, que essa distinção avaliativa é experimentada na forma da percepção de affordances envolvidas nas atividades de escolha e controle de parceiros. Assim, a percepção de qualquer uma dessas affordances equivale a uma aparência da distinção avaliativa em questão – isto é, a uma aparência de virtude ou vício. Terceiro, que devemos entender os conceitos de virtude e vício como ferramentas para atribuir conceitualmente aos agentes e suas traços de caráter exatamente o tipo de significado com o qual eles nos são apresentados quando experimentamos uma aparência de virtude ou vício.